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Evento do Gartner trata sobre a relação complexa entre humanos e inteligência artificial

  • 30 de abr.
  • 3 min de leitura

Em colaboração com a Cantarino Brasileiro


Especialistas do Gartner apontam que o sucesso da IA nas empresas depende de contexto e do investimento em capital humano 


Registro da palestra de abertura do evento. Crédito: Assessoria de Imprensa.
Registro da palestra de abertura do evento. Crédito: Assessoria de Imprensa.

A Conferência Gartner Data & Analytics, realizada nesta semana entre os dias 28 e 29 de abril, no WTC Centro de Eventos, trouxe insights essenciais sobre o futuro da integração tecnológica nas corporações, destacando que a maturidade digital vai muito além da simples implementação de ferramentas. 


Na palestra de abertura do evento, “Navegue pela IA em sua Jornada de Dados & Analytics Rumo ao Valor”, Gareth Herschel, Vice-Presidente Analista  da companhia, afirmou que o cenário que se desenha é de uma proximidade sem precedentes entre homem e máquina: 


“Nossa relação com a IA, eventualmente, vai ficar tão complexa quanto com qualquer outro ser humano”. 


O evento reforçou que, embora a tecnologia avance rapidamente, o diferencial competitivo residirá na capacidade humana de interpretar e validar esses dados.


O papel estratégico do contexto e da linguagem


Para os analistas do Gartner, a implementação da IA não deve ser vista como um processo puramente técnico, mas sim como uma transição de linguagens. O conceito de tradução — transformar a business language (linguagem de negócios) em data language (linguagem de dados) — é fundamental para que a tecnologia faça sentido no dia a dia operacional.


Gareth Herschel enfatizou que a eficácia dessas ferramentas está diretamente ligada à compreensão do ambiente. Segundo ele, o contexto é a chave. Sem isso, o risco de falhas é alto. 


Sarah L. K. James, Diretora Analista Sênior  do Gartner e também presente na abertura, alertou para o perigo de negligenciar o planejamento: 


“Senão, um mal-entendido será exponencialmente ampliado, dificultando a posterior correção”. 


Para ela, a base de qualquer transformação bem-sucedida reside em “planos a longo prazo e sólidos”.


À esquerda, Gareth Herschel, Vice-Presidente Analista do Gartner; à direita, Sarah James, Diretora Analista Sênior. Crédito: Assessoria de Imprensa.
À esquerda, Gareth Herschel, Vice-Presidente Analista do Gartner; à direita, Sarah James, Diretora Analista Sênior. Crédito: Assessoria de Imprensa.

Investimento em pessoas e o novo ROI


Um dos pontos mais disruptivos do evento foi a redefinição do Retorno sobre Investimento (ROI). O Gartner propõe que as empresas foquem no Return on Individuals (Retorno sobre Indivíduos), estruturado em três pilares fundamentais: 

  • Defina sua ambição de IA;

  • Fortaleça sua base;

  • Capacite suas pessoas para a transformação.


Para alcançar esse novo ROI, a orientação é clara: alocar um orçamento substancial para a gestão de mudanças, priorizando mentalidade e habilidades em detrimento apenas do conjunto de ferramentas. Sobre isso, Herschel destacou: 


“Quanto mais investimos em IA, mais precisamos investir também na inteligência humana para saber fazer proveito dessa tecnologia avançada”. 


Isso inclui endereçar as preocupações dos funcionários com roteiros de desenvolvimento de competências e criar equipes híbridas que unam inteligência humana e artificial.


Estatísticas e o futuro da validação


As estatísticas apresentadas revelam um mercado em transição acelerada, mas ainda inseguro. Enquanto 48% das empresas planejam implementar IA até 2026 e 44% delas já o fizeram, apenas 6% dos líderes de IA acreditam que suas organizações estão plenamente prontas. Além disso, existe um impacto direto na gestão de talentos: 32% dos CEOs esperam reduzir equipes devido à IA, embora apenas 8% tenham realizado cortes no último ano.


O conceito de "AI-first does not mean people last" (“IA primeiro não significa pessoas por último"), apresentado pelos especialistas, permeou as discussões. A tendência é que o papel humano mude radicalmente: em vez de gastar tempo na produção primária, os profissionais passarão a atuar como validadores das produções geradas pela inteligência artificial. 


O objetivo final é que as políticas corporativas consigam acompanhar o ritmo frenético da evolução, garantindo que a transformação seja sustentável, ética e, acima de tudo, centrada no potencial humano.

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