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ERA UMA VEZ…UM DIA EM 2030 - DIFERENÇA COM IA

  • 23 de mar.
  • 5 min de leitura
Imagem criada com Inteligência Artificial.
Imagem criada com Inteligência Artificial.

Por José Luiz Alves da Silva*


Acordei cedo nesta terça-feira, 22 de janeiro de 2030, focado nos relatórios a serem apresentados à  VP de Varejo e Novos Negócios. Como Head misto de Operações Bancárias e TI, realidade no  mercado brasileiro, trabalhei nos últimos meses para fechar um plano estratégico de investimentos em operações e TI (PE&TI), baseado nos planos para 2030/33, focado na grande competição entre  Bancos Digitais, nascidos antes de 2020 e Comerciais Digitais de grande porte, centenários.  


Felizmente, ganhei tempo nas semanas anteriores, com o uso de IA tanto no trabalho quanto em  minha vida pessoal. Neste último caso, com a emissão de ordens automáticas de compra de  suplementos alimentares e matinais, durante a academia, resultado da monitoração automática de  minha evolução proteica, glicemia, hormônios, enzimas e força. As medições são feitas diretamente  pelos equipamentos usados em meus treinos, que fazem a leitura em tempo real, através do  implante subcutâneo que uso e se comunica com as estações de treino. Em conjunto com os dados  armazenados e em transmissão com a IA treinada, que utilizo em casa, recebi os complementos e  me alimento sem dificuldades ou gaps em minha saúde.  


Sempre foi curioso observar as compras automáticas feitas pela IA, com base nas informações  emitidas pela geladeira e freezer, com IoT e seus alimentos com sensores de RFID, e pelos sensores  da minha Estação de Vida & Saúde (Health Station), que mantém todos os suplementos e  medicamentos que utilizo em estado de monitoração automática de validade, consumo e aquisição.  Meus médicos têm acesso a estas informações. A IA emite relatórios, recebe as prescrições digitais e faz as aquisições nos supermercados e drogarias digitais. Confesso que, às vezes, me preocupa  se os robôs utilizados na clínica tomam as decisões corretas. Eles são treinados pelas bases de  dados, scripts e IAs lá existentes, abastecidas com o meu perfil específico. Essa é a promessa feita,  desde que os exames de sangue em laboratórios foram quase abolidos do mercado, em função  deste cenário.  


Afinal, informações corretas, permitem a tomada de decisões automáticas, função das IAs, que  partem de bases de dados gerais e informações criadas em contextos específicos, sejam na saúde  ou nos negócios. Importante lembrar que a IA não opera sozinha. É parte de um tripé já consagrado  de dados (digitais e analógicos), de bases de dados armazenas em blocos, que montam cenários e,  por fim, permitem a definição final de Decisões Automáticas, tomadas por IA (IoT + BigData +IA).  


Klaus Schwab já nos dizia, no longínquo ano de 2016, em seu famoso livro, “A 4ª Revolução  Industrial”, que a fusão entre o mundo digital e analógico era a questão a ser trabalhada e  equacionada. E que a base de transformação seria a velocidade exponencial com a qual a evolução  ocorreria. E nos lembrou, em seu segundo livro, “Aplicando a 4ª Revolução Industrial”, de 2018, que  as lideranças têm uma nova competência a ser desenvolvida, em todas as esferas sociais e  econômicas, para que se capacitem, para agir de imediato, de forma extraordinária e tempestiva,  para gerenciar os riscos e as complexidades dessa mudança. A isto, eu tomei a liberdade de chamar  de Nova Era Digital, e de Nova Competência Digital, em 2020 (Dissertação de Mestrado). 


Esta evolução se mostrava clara com a chegada de Tecnologias Disruptivas (IoT, Evolução do  BigData, IA, Super Computadores, Computação Quântica, Metaverso e Realidade Virtual) e a  aplicação da IA Generativa, consolidada em 2023 com o ChatGPT4, que permitiu a aplicação  imediata de decisões e o uso frequente no dia a dia. Esta evolução foi seguida pelas demais  aplicações em uso desde antão, como Gemini (Google), Microsoft Copilot, Meta AI, Claude 

(Anthropic), Perplexity AI, Grok (xAI), DALL-E (OpenAI), NotebookLM (Google), ou ainda, as chinesas  DeepSeek, Manus AI (Butterfly Effect), Qwen (Alibaba) e Tencent Yuanbao, entre outras. 


Seguindo assim, em nosso plano estratégico, é importante citar que precisávamos fazer o nosso  trabalho interno e usar as ferramentas de inteligência que estavam à disposição (Competência  Digital). Em dado momento, após termos montado nosso próprio material e termos pacificado uma  visão geral sobre nosso projeto, decidimos aplicar algumas IAs para obter soluções que eu mesmo  e minha equipe pudéssemos comparar com as realidades existentes.  


São IAs que temos assinatura oficial, uma vez que os dados, em tese, não ficariam armazenados na  nuvem e, portanto, não seriam usados pelo próprio Lakewarehouse das IAs em questão. Ainda  mantenho minha autocontenção para colocar dados sensíveis ou estratégicos na nuvem. Desta  forma, acabamos por usar o ChatGPT-6 (lançado há três anos, com agentes autônomos) e Claude,  focadas em textos de alta complexidade e estruturação de tópicos, para interpretar alguns dos  relatórios de consultarias abalizadas sobre as tendências atuais e futuras (até 2035). Cruzamos algumas destas conclusões com o Gemini, para interpretação de cenários complexos. Estas ações  visavam testar cenários preditivos. Finalmente, utilizei a IA NotebookLM (usada no mundo  acadêmico) para criar uma apresentação dinâmica baseada no texto final que condensamos. 


O fechamento da apresentação teve sucesso. Em especial pelo trabalho de análise do grupo e um  tempero final, que mesclou a análise técnica das necessidades operacionais, das soluções  tecnológicas disponíveis e dos cenários testados com IA. Mais ainda, principalmente, por  colocarmos em primeiro lugar a visão interna de risco e de conexão com os objetivos estratégicos  do banco, ajustando e propondo aquilo que eu a equipe entendíamos como o melhor e mais  adequado às realidades corporativas no curto e no médio prazo. 


O uso específico de uma IA precisa ser sempre avaliado, dado que, nem sempre, sua aplicação é a  mais indicada para toda e qualquer tarefa. Uma visão notável que vi, em passado recente, foi a  contribuição de Henry Kissinger (falecido em 2023), em seu artigo de 2018 "How the Enlightenment  Ends” (Como termina o Iluminismo), no qual alerta que o risco da IA pode ser o término do  aprendizado tradicional, que se obtém pela criação de hipóteses, testes e criação de modelos. Esta  foi a base de todo o desenvolvimento humano nos últimos séculos. A IA fornece respostas prontas  para as questões e prompts que criamos. Se não compreendermos como as soluções foram  desenvolvidas, talvez não possamos repetir os mesmos processos, não aprenderemos, além do  risco de termos sistemas com erros que nunca poderão ser corrigidos.  


E o raciocínio é expandido em seu livro de 2021 “A Era da Inteligência Artificial” (Kissinger, Schmidt  e Huttenlocher), no qual exploram como a IA interage com o conhecimento, a política e a sociedade.  Citam, indiretamente, o conceito antigo do centauro, destacando que a IA é uma ferramenta complementar ao ser humano e assim deve ser usada por nós, como parceiro que altera a  experiência humana e a nossa relação com a realidade. Fica nosso ponto de atenção. 


Bem, depois de aprovados nossos planos de expansão, como ninguém é de ferro, acabei por usar a IA para avaliar os melhores espetáculos que estavam disponíveis no final de semana seguinte e  programar os melhores momentos com minha família. Como dizia Buzz Ligthyear: “Ao  Infinito e Além!”.


  • José Luiz Alves da Silva é membro IA4FIN e tem acompanhado a evolução no uso e aplicação de  soluções de Inteligência e IA no mercado financeiro por toda a sua carreira. Desde os processos  de aumento de produtividade, automação e Backoffice, até as soluções avançadas em  Segurança da Informação, Análise e Prevenção a Fraudes, Atendimento a Clientes & Cobrança (Contact Centers) e Internet Banking.


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