Bem-vindos ao “black ocean”: por que a superfície não é mais suficiente
- 18 de fev.
- 2 min de leitura
Por Mary Ballesta, embaixadora IA4FIN

Durante muito tempo, o mercado buscou os famosos "oceanos azuis" — espaços de mercado inexplorados e livres de concorrência. Mas a realidade do setor financeiro em 2026, hiperconectado e comoditizado, nos apresenta um novo cenário. Estamos entrando na era dos black oceans.
Diferente do vermelho (saturado) ou do azul (virgem), o “oceano preto” representa profundidade. São espaços de alto valor que não estão visíveis na superfície. Para encontrá-los, não basta nadar; é preciso mergulhar. Exige fôlego, equipamento (governança) e coragem para ir onde a luz do óbvio não chega.
Assumo a liderança do pilar de Estratégia de Escala, Dados e Economia de Ecossistemas na IA4FIN para guiar esse mergulho. Minha vivência em nove países da América Latina e a liderança em grandes instituições me ensinaram que a inovação superficial — aquela do hype e dos pilotos eternos — não sobrevive à pressão.
Neste pilar, vamos sair do raso e discutir a infraestrutura real da transformação:
Do Open Finance ao Open X: o Open Finance foi apenas o começo. Caminhamos para uma economia aberta onde serviços, saúde, mobilidade e patrimônio se fundem. O banco deixa de ser um lugar onde se guarda dinheiro para ser um orquestrador de jornadas de vida. Você está preparado para integrar dados de setores que nunca imaginou?
A negociação entre agentes: a dinâmica de mercado está prestes a mudar drasticamente. Em breve, seu cliente terá um agente de IA pessoal. O seu algoritmo precisará convencer o algoritmo dele. Nesse mundo, o marketing de interrupção morre e a qualidade técnica do produto volta a reinar.
A governança como equipamento de mergulho: não se desce a grandes profundidades sem segurança. A governança de dados e a ética não são burocracia; são o que permite a sobrevivência. Sem rastreabilidade e confiança, a IA é um risco institucional, não um ativo.
O que quero dizer é que a inovação deixou de ser uma "área legal" da empresa para se tornar um power skill obrigatório de qualquer executivo que queira permanecer relevante.
Assim, convido você, membro da IA4FIN, para desenvolvermos juntos esse pensamento sistêmico. Vamos deixar de olhar para a tecnologia como um fim e passar a usá-la como meio de integração de valor.
Sejam bem-vindos aos Black Oceans. É aqui, na profundidade, que a verdadeira vantagem competitiva de 2026 será construída!



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