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Redata, fundo do BNDES e R$ 26 tri em lucros marcam avanço da IA

17 de set.
3 min de leitura

O ecossistema de inteligência artificial cruzou marcos decisivos no Brasil e no mundo, integrando a superação de barreiras tributárias ao incentivo direto de capital de risco e a projeções de lucros trilionários para os próximos anos. Com avanços que redefinem desde a atração de infraestrutura pesada até a competitividade de startups locais, a tecnologia se consolida como o eixo central de estratégia corporativa e política industrial.   


Abaixo, acompanhe o compilado com os principais acontecimentos que movimentaram o setor.



Aprovação do Redata reduz custo tributário e transfere desafio para energia e logística


A sanção do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata) estabeleceu um divisor de águas para a infraestrutura de tecnologia no Brasil. Ao isentar tributos como Imposto de Importação, PIS/Cofins e IPI, o marco regulatório reduz o custo de importação de servidores de alta performance e GPUs essenciais para o processamento de inteligência artificial, aproximando o mercado nacional da competitividade global.   


A superação do entrave fiscal, contudo, desloca a urgência para gargalos operacionais. A proximidade e conexão ágil entre os data centers e as fontes de energia renovável surgem como desafio logístico central, ao passo que centros de dados em operação precisam passar por processos de retrofit para suportar tecnologias de refrigeração líquida exigidas pelas GPUs de última geração. O novo cenário favorece startups e instituições locais com a queda no custo de inovação e posiciona o Brasil como destino estratégico para investimentos em nuvem e colocation na América Latina.


Monashees é selecionada para gerir fundo de IA de R$ 500 milhões do BNDES e Finep


O financiamento da inovação no país ganhou um impulso com a escolha da Monashees para gerir o novo Fundo de Investimento em Participações (FIP) focado em Inteligência Artificial, promovido pelo BNDESPAR e pela Finep. A estrutura prevê mobilizar até R$ 500 milhões para startups intensivas em IA em setores estratégicos para o desenvolvimento nacional, contando com até R$ 125 milhões da BNDESPAR e até R$ 80 milhões do FNDCT/Finep como cotistas-âncora.   


O fundo visa utilizar o capital público para mitigar riscos e atrair investidores privados para a economia real, com foco em cadeias como agroindústria, saúde, infraestrutura, transição energética, bioeconomia, defesa e cibersegurança. Atendendo a diretrizes de fomento, 30% dos recursos aportados pela Finep serão obrigatoriamente destinados a startups das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, buscando descentralizar o capital de risco e fomentar soluções proprietárias no ecossistema brasileiro.


Estudo da Bain aponta que IA pode movimentar US$ 4,7 trilhões em lucros até 2035


O impacto econômico da inteligência artificial nos negócios promete superar o ciclo histórico da internet em volume e velocidade. Estudo recente da Bain & Company com 92 setores globais aponta que a tecnologia deve movimentar cerca de US$ 4,7 trilhões em lucros corporativos entre 2025 e 2035 — valor equivalente a mais do que o triplo do impacto gerado pela rede mundial de computadores, alcançado em metade do tempo.   


A pesquisa detalha que a IA atua diretamente na redução do custo de produção e elaboração no campo cognitivo e físico, transformando estruturalmente 71% das indústrias mundiais. Esse montante econômico se dividirá entre ganhos diretos de produtividade (US$ 1,1 trilhão), surgimento de novos mercados e inovação (US$ 2,2 trilhões) e disputas por fiações de market share entre concorrentes diretos (US$ 1,3 trilhão), redefinindo a alocação de capital em infraestrutura, nuvem, saúde e serviços financeiros.


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