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Febraban Tech: como o Bradesco escala a IA agêntica no ecossistema financeiro

25 de ago.
2 min de leitura
Rafael Cavalcanti, diretor responsável por Inteligência Artificial, Dados e CRM no Banco Bradesco.
Rafael Cavalcanti, diretor responsável por Inteligência Artificial, Dados e CRM no Banco Bradesco.

No cenário da transformação digital, a busca por produtividade máxima deixou de ser uma promessa futurista para se tornar um imperativo de negócio no setor financeiro. Logo no primeiro dia da Febraban Tech 2026, em 24 de agosto, o debate ganhou contornos práticos com a participação de Rafael Cavalcanti, diretor responsável por Inteligência Artificial, Dados e CRM no Banco Bradesco. Integrante do painel "Produtividade exponencial: clientes e a sociedade ganham com ecossistemas multiagentes?", o executivo trouxe declarações sobre como o setor transita do otimismo teórico para a aplicação de resultados tangíveis.


A discussão central girou em torno do valor real gerado pelas novas arquiteturas tecnológicas e da responsabilidade necessária no uso da inteligência artificial em escala. Segundo Cavalcanti, o ponto crítico das discussões do setor envolve "a nossa capacidade de extrair valor genuíno para as organizações e para os clientes e como a gente faz tudo isso com responsabilidade e provendo a máquina com grau de autonomia adequado nas situações adequadas que elas podem performar".


O desafio da IA agêntica em meios de pagamento


Essa busca por precisão se torna ainda mais evidente em operações altamente transacionais e em tempo real, como os meios de pagamento e o varejo bancário, onde a margem para erros é nula. O executivo destacou a delicada relação entre conveniência e eficiência no arranjo de pagamentos: 


"É uma ótima experiência um agente de inteligência artificial fazer uma compra para nós, fazer uma transação, mas é extremamente frustrante se ele faz essa transação para a pessoa errada e/ou no momento errado que a gente gostaria."

Nesse contexto, Cavalcanti reforça que, "particularmente para essas experiências mais transacionais, em tempo real, o debate é bastante contextual para a questão de arranjo de pagamento como um todo."


Efetividade e a escolha do design certo


Embora a inteligência agêntica esteja no centro dos holofotes do Febraban Tech 2026, a chave para o sucesso não reside em aplicar agentes a qualquer custo, mas sim no rigor metodológico de aplicação da tecnologia no momento exato.

"Eu acho que de maneira geral a gente está falando aqui da efetividade do uso da IA em escala", pontuou. 


Para ele, o caminho para maximizar resultados envolve maturar a aplicação conforme o cenário: 


"Parte do debate é justamente usarmos a IA agêntica onde ela já é efetiva, onde temos um framework de controle adequado e parte é a gente usar IAs em outras manifestações, em outras topologias, onde ela é efetiva também. Então, acho que a ponderação principal é o quão efetivo é o uso de IA no momento certo, na escolha certa, no design certo."


Para o mercado de tecnologia financeira, o direcionamento é claro: o valor da inteligência artificial no setor de finanças depende da combinação entre autonomia adequada, controle de riscos e a escolha precisa da topologia ideal para cada jornada do cliente.


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