Evento sobre tecnologias emergentes será feito para amparar vítimas venezuelanas
- 17 de jul.
- 3 min de leitura
Em colaboração com a Cantarino Brasileiro

Diante dos fortes terremotos que atingiram a Venezuela, a mobilização da sociedade civil e o uso de inovações tecnológicas tornaram-se fundamentais para levar amparo à população. Com o objetivo de debater o papel das ferramentas digitais em cenários de crise e arrecadar fundos para fins humanitários, Mary Ballesta, nossa embaixadora, está organizando o Conversatório de Tecnologias Emergentes.
O evento será realizado de forma totalmente online nesta quinta-feira, 23 de julho, das 19h15 às 20h45. A inscrição tem o valor de R$ 100 por pessoa, sendo que 80% de todo o montante arrecadado será doado diretamente para apoiar as pessoas afetadas na Venezuela. Clique AQUI para se inscrever!
Tecnologia emergente como aliada humanitária
Em momentos de tragédias severas, nos quais a capacidade de resposta governamental pode ser limitada, a criatividade e a tecnologia servem como canais para ampliar o alcance das ações solidárias feitas pela população civil. No cenário venezuelano, a inteligência artificial já vem sendo utilizada de maneira estratégica.
“A população civil começou a usar o poder da inteligência artificial e tudo que ela está trazendo na visão de busca das pessoas que estavam desaparecidas, e na visão de como criar uma consolidação de dados que permitisse a todo mundo ter garantia de informação, que também é escassa nesse tipo de tragédia”, explica Mary Ballesta.
O debate abordará não apenas o cenário tecnológico atual, mas também as próximas inovações e a capacidade de adoção dessas ferramentas em diferentes mercados. “O conversatório vai trazer um pouco não só do que há hoje, quanto do que vem e as aplicações disso, a capacidade de adoção dessas tecnologias dentro das diferentes esferas e mercados”, complementa a embaixadora.
Inovação financeira superando barreiras
Devido às sanções econômicas enfrentadas pela Venezuela, o envio de doações financeiras tradicionais costuma encontrar interferências e falta de fluidez. Para contornar as restrições no trânsito de moedas estrangeiras, o uso de novas tecnologias financeiras tem se mostrado vital. Ferramentas como blockchain, criptomoedas e stablecoins são os recursos que viabilizam o envio de verbas tanto para ONGs sérias quanto para organizações civis.
“Eu, que sou venezuelana, não tenho uma conta na Venezuela, mas sei tudo o que é a tecnologia de stablecoins para poder fazer as doações tanto para ONGs, que são sérias e que estão trabalhando nisso, quanto organizações civis que estão usando esses meios de pagamento para poder fazer as compras de medicamentos, insumos para resgate e para as vítimas que perderam tudo”, revela Mary. Segundo ela, sem o suporte desses novos meios de pagamento, nenhuma das ajudas teria sido possível.
O papel da comunidade e o compromisso ESG
A comunidade IA4FIN atua como um polo de inovação no mercado financeiro e de inteligência artificial no Brasil. O evento propõe um chamado para que membros e embaixadores pensem fora da caixa para além da contribuição financeira imediata, focando na reconstrução a longo prazo da economia local afetada.
“Eu convido toda a comunidade de IA4FIN a pensar juntos o que mais podemos fazer, desde nós como pensadores, como executores de inovação, para poder ajudar as pessoas, organizações ou população que está precisando dessa ajuda na Venezuela”, convoca a especialista.
O propósito central reforça a necessidade de alinhar o avanço tecnológico à responsabilidade social e ambiental (ESG), garantindo que as inovações cumpram seu papel fundamental de amparar a sociedade. “Para mim, tecnologia sem ESG tem benefício para poucos e a gente precisa ter uma tecnologia que beneficie, acolha e salve vidas. A tecnologia tem que estar a serviço da humanidade”, finaliza Mary Ballesta.



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