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IA assume investimentos e cobrança ativa em nova fase de automação

  • 16 de jul.
  • 3 min de leitura

O papel da inteligência artificial no ecossistema financeiro alcançou um novo patamar de maturidade. A tecnologia deixou de ser uma ferramenta passiva voltada apenas para responder perguntas simples ou resumir textos para se consolidar como uma engrenagem ativa de execução. Essa transição redefine a eficiência das operações bancárias, a gestão de carteiras e até a forma como o investidor de varejo planeja seu futuro financeiro.


Abaixo, acompanhe as três principais notícias que marcaram essa evolução na última semana.



Banco BV utiliza inteligência artificial para automatizar cobranças


A busca por inovação levou o banco BV a firmar uma parceria institucional permanente no Vale do Silício com a Enhub, criando conexões diretas com polos acadêmicos como Stanford e Berkeley. Essa presença contínua permitiu ao banco estruturar o programa "Cobrança 5.0". Em apenas seis meses de contato com soluções locais, o BV implementou agentes de IA baseados em processamento de linguagem natural que hoje realizam 85% de suas cobranças de curto prazo, entre 5 e 15 dias de atraso.  


Diferente das gravações automatizadas tradicionais, os novos agentes virtuais conduzem conversas de forma dinâmica e humanizada, negociando datas de pagamento diretamente com os clientes. A operação com inteligência artificial funciona com um terço do custo de uma abordagem humana tradicional, gerando uma economia projetada que supera R$ 11 milhões para o ano de 2026. O ganho financeiro se soma aos benefícios gerados pela IA generativa no desenvolvimento interno de softwares do banco, que consolidaram mais de R$ 59 milhões em retorno durante o ano de 2025.



Nova geração de agentes autônomos transforma a gestão de ativos


No segmento de investimentos, principalmente no mercado de ativos digitais, a inteligência artificial passou a atuar como uma executora de estratégias em tempo real. Enquanto o investidor humano concentra seus esforços no planejamento tático e na definição de regras de proteção, os novos assistentes assumem tarefas operacionais repetitivas e eliminam gargalos manuais.  


Esse suporte contínuo torna-se indispensável em mercados que funcionam sem interrupções, 24 horas por dia, como o de criptomoedas, no qual acompanhar indicadores, notícias e variações de preços de forma estritamente manual gera riscos elevados de perdas. Os novos agentes inteligentes monitoram o comportamento dos ativos constantemente e são capazes de executar ordens de compra e venda predefinidas de forma instantânea sempre que identificam oportunidades de mercado. 



Pesquisa revela que 9% dos brasileiros usam IA para investir


A democratização financeira também ganhou tração com o uso de assistentes de linguagem. Pela primeira vez, a pesquisa "Raio-X do Investidor Brasileiro", em sua nona edição realizada pela Anbima, mapeou o uso da inteligência artificial no país e constatou que 9% dos investidores locais já utilizam assistentes virtuais para buscar informações financeiras e fundamentar suas decisões de alocação.  


Essa adesão é impulsionada pela facilidade em obter análises complexas e projeções de longo prazo instantaneamente. Em testes práticos com plataformas como o Claude, simulando aportes mensais de R$ 200 para uma carteira de dividendos focada em aposentadoria, o sistema gerou recomendações diversificadas e projeções de retorno em menos de dois minutos. Para garantir a segurança dos usuários, as ferramentas trazem guardas-chuvas de proteção integrados, alertando que retornos passados não garantem ganhos futuros e que as respostas não substituem o acompanhamento de profissionais certificados pela CVM.

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